Em palestra especial no GSMA Mobile Congress, Eric Schmidt, CEO do Google reforçou que os principais programadores do Google estão concentrados no mobile como seu foco principal de desenvolvimento. Enfatizando seu novo mantra MOBILE FIRST (celular em primeiro lugar) Schmidt ressaltou que a adoção ao mobile é 8 vezes superior à que foi a internet e que 3 áreas principais estão convergendo: a força do computador, conectividade e “cloud” (que é a possibilidade de integrar diversas plataformas e sistemas).
Para mostrar a importância do mobile, ele deu como exemplo países como a Indonésia e a África do Sul onde as buscas no Google pelo celular já superaram as do PC. Alguns programadores do Google que participaram da palestra mostraram algumas novidades:
- reconhecimento de voz: agora você pode falar o que está procurando e o Google faz a busca
- reconhecimento de imagem: através da foto o Google faz a busca
- tradutor: como exemplo eles tiraram a foto de um menu em alemão e o celular fez a tradução do texto que estava na imagem
Ele também passou algumas atualizações sobre o Android informando que o sistema operacional já roda em 26 diferentes celulares, que as vendas são superiores a 60.000 por dia e que a nova versão rodará o Flash em versão Full que possibilitará a exibição de filmes e jogos no celular. Com isso, o Android passa a ter uma vantagem expressiva sobre o Iphone que não roda Flash.
A sensação que ficou é que o Google dominará o mundo (se é que já não domina).
O marketing de proximidade não poderia ficar de fora quando o assunto é Mobile Marketing já que este é um dos grandes diferenciais desta ferramenta para outras mídias, ou seja, você consegue atingir o seu público alvo na hora e lugar que desejar.
Com a proliferação dos smartphones (que devem passar de 15% de penetração na base de celulares para 30% em 3 anos) será ainda mais fácil esta localização através de aplicações e utilização de GPS.
Mas o Bluetooth continua sendo a ferramenta mais simples de interagir com seu público no local em que deseja. Hoje a grande maioria das ações fazem o envio de músicas (ringtones), jogos, imagens (cupons de desconto, por exemplo) e aplicativos, mas outras soluções são possíveis através desta ferramenta. Aqui dou 3 exemplos de aplicações que vi no GSMA Mobile Congress: 1 – controle remoto: agora você pode baixar jogos no seu celular e brincar com eles utilizando um joystick
2 – saúde: você baixa um aplicativo em seu celular que se comunica, por exemplo com uma balança (console wii) ou monitor de pressão (hoje alguns já vem com bluetooth incluído), pega os seus dados e já encaminha diretamente para um centro de controle que monitora a sua saúde (muito útil para médicos e assistências de saúde)
3 – envio de informação customizada: hoje quando entra em uma loja, por exemplo, recebe um gif com uma oferta, que é o mesmo para todos os clientes. Agora, você instala um aplicativo no celular que está atrelado ao seu twitter e faceboook (por exemplo) e portanto conhece suas preferências e hábitos. Ao entrar no estabelecimento o bluetooth aciona o seu aplicativo, que conecta no banco de dados avisando que voc6e está ali e que dispara uma oferta exclusiva, de acordo com seu perfil. É muito bom não?!!
Outra aplicação muito legal é a da Vringo. Você baixa em seu celular para personalizar o toque com um video e pode escolher se a aplicação seleciona um video aleatório, ou escolhe o filme que quer tocar quando alguém te ligar. O que mais gostei é da possibilidade de, quando estiver ligando para uma pessoa que tenha a aplicação no celular, escolher o video que tocará no telefone dela. Ou seja, quando o telefone tocar, vai mostrar o video que eu escolhi. Vejam como funciona:
Com um dia inteiro de conferências (Mobile Applications – Innovation vs Fragmentation) e um pavilhão inteiro dedicado (App Planet), o Congresso começou deixando bem claro que os aplicativos vieram para ficar! A conferência abordou os pontos positivos deste novo mercado e os ajustes que precisam ser feitos para que cada vez mais os usuários tenham acesso, e baixem os aplicativos em seu celular. Hoje, com mais de 46 diferentes “application stores” lideradas pela Apple, falou-se das vantagens de cada um dos players deste mercado:
- operadoras: tem acesso ao cliente para divulgar as aplicações e cobrá-las sem a necessidade do cartão de crédito. Além disso, podem distribuir para as diferentes plataformas e celulares
- devices (celulares): contam com aplicações desenvolvidas para sua plataforma e seus aparelhos
- lojas independentes: começam a aparecer “lojas” que divulgam e comercializam diferentes aplicações
Em cada ponta do negócio ficam:
- de um lado os desenvolvedores, que devem configurar seus aplicativos para 7 diferentes plataformas (Iphone, Android, Blackberry, Symbian, Windows Mobile, J2ME, Brew), sendo que novidades diárias são lançadas no mercado
- do outro os usuários. que acabam não encontrando produtos para o seu aparelho (já que os desenvolvedores acabam focando o desenvolvimento em algumas plataformas somente).
Vale a pena citar também os dados de 2 pesquisas mostradas durante a conferência e que sinalizam o desejo do usuário ao buscar um aplicativo para seu celular:
1 – uma pesquisa feita durante a conferência perguntou o que era mais relevante para nós, usuários, na hora de baixar um aplicativo. 57% disseram ser a qualidade do conteúdo, 21% a possibilidade de escolher o aplicativo (oferta), 14% a recomendação (indicação) e 7% conteúdo gratuito;
2 – já a pesquisa feita pela Netsize (mobile trends survey 2010) mostrou que os 4 pontos mais importantes para o usuário são: conveniência (por exemplo usuários Iphone comprando na Apple Store), compatibilidade com seu aparelho, possibilidade de escolha (oferta) e forma de pagamento
Sobre a visita ao pavilhão do APP Planet, colocarei posts para falar especificamente das aplicações.